Caminhante de penumbra e de treva,
Para onde vais? Perdido em pensamento...
Quem choras, neste antro de desalento?
Quem és? Que imensa dor em ti se eleva!
Quero saber quem és! Talvez não deva...
Tortura-me a dor do teu sentimento!
És jovem, ainda! A vida é um momento!
Quem lamentas, nos túmulos de treva?
“Amada – dizes – porque me deixaste?
Que força te levou a que saltasses
Para o nada em que te despedaçaste?”
Então, vejo em mim preso o teu olhar
E sinto que, por muito que implorasses,
Força alguma me faria voltar!
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