Tuesday, September 05, 2006

Filho da Noite

Meu doce anjo, memória desta vida,
Em meu nome caído da inocência,
Dorme na luz da tua inconsciência,
Que eu velarei tua alma destruída.

Filho da noite, da noite perdida
Da angústia sem socorro ou assistência,
Fecha os olhos e deixa a consciência
Fugir de ti para a minha alma esquecida.

Meu pequenino, luz dos meus momentos,
Dorme, que eu velarei teus sentimentos,
E deixa-te embalar pela doce luz.

E, se a morte te chamar em segredo,
Abre os teus braços e não tenhas medo,
Que eu ficarei para suportar tua cruz!

1 comment:

Enlightened by darkness said...

Acho que melhoraste a nível das rimas que usas nos sonetos, em relação aos teus mais antigos em que na minha opinião usavas uma rima mais fácil, mesmo assim prefiro os teus 2 ultimos poemas, transmitem muito maior liberdade e permitem uma maior expressividade.

Bj

PS: Este comment vale para este poema e os 3 que se seguem.