Thursday, October 30, 2008

Romance Gótico

Treva que me denuncias,
Rebelde
Como as asas de um colibri rasgando o sangue
Sob as entranhas da carne…

Suave adormecer de libertação em sonhos dispersos,
Submersos na etérea difusão das coisas vagas
Que se movem na difusão dos silêncios tumulares…

Teia de sentidos entorpecidos
Traçados em cruz de abismo fendida em manto de sangue,
Noite de obscuro renascer
Na iridescência de todos os momentos evanescentes
Sepultados no mais profundo recesso da alma.

6 comments:

Carla Costeira (Carlopfler) said...

Belíssimo poema, Carla!!!
Simplesmente, adorei!!! :))
Agradeço imenso a visita no meu blog e as felicitações pelo concretizar dum sonho, o meu livrinho!!!
Tenho pena que não possas comparecer no lançamento!!!
Também te felicito pelo talento evidente e, pelos livros já editados que acredito sejam um verdadeiro sucesso!!!
Muitas FELICIDADES e beijinhos. :)*****

Vieira Calado said...

Bem escrito.
Gostei.

Bjs

Pandora said...

OLÁ, VIM DEVOLVER A VISITA AO MEU CANTO E ACHO QUE ENCONTREI UMA ARTISTA TAmbém.
volta sempre
Beijos.

O BAR DO OSSIAN said...

O Bar do Ossian agradece o apoio.
Bem-vinda!

Abraço lusitano!

Oliver Pickwick said...

Somente aqueles que amam as sombras, são capazes de escrutar os sentidos na difusão dos silêncios tumulares e no mais profundo recesso da alma.
Foi bom encontrá-la n'O Bar de Ossian. Continuo fã da sua acurada poesia de cemitério.
Um beijo!

Graça Pires said...

"Treva que me denuncias,
Rebelde
Como as asas de um colibri rasgando o sangue
Sob as entranhas da carne…"
Gostei. Um beijo.