Thursday, January 22, 2009

Mísera Voz

Perdida entre os vencidos desta vida,
Entre as sombras da morte abandonada,
Grita, memória da esperança quebrada,
Mísera voz aos céus em pranto erguida.

Chora a mágoa da tua alma destruída
E a solidão em que foste deixada,
Recordação de uma luz apagada
Nos negros confins da noite perdida.

Na sombra de um silêncio tenebroso,
Deixa quebrar teu nada doloroso
E grita aos deuses a tua agonia.

Talvez a tua mágoa negra, ausente,
Abra as portas do seu céu indiferente
À miséria da tua vida vazia…

3 comments:

Susn said...

É impossível ficar indiferente a esta 'tua voz'.

Beijo

Graça Pires said...

Um soneto muito conseguido e cheio de emoção.
Beijos.

Leto of the Crows said...

Está lindo ^^
Muito bem escrito, uma melodia sem falhas!

Um beijinho!